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Piscina pública, ok. Mas ambulante? Pode isso?


Toda cidade grande, de uma forma, ou de outra, sofre de um problema comum: a falta de coberturas verdes, de árvores e parques. Os ?pulmões urbanos? são cada vez menos comuns nas grandes metrópoles. O concreto domina, sendo nos prédios, pontes, viadutos. A falta de árvores para bloquear os raios solares de atingirem o asfalto, e ao mesmo tempo de criar sombras, fazem cada vez mais falta.


O resultado imediato da densidade de concreto está no aumento das temperaturas durante os meses mais quentes. Edificações absorvem e posteriomente refletem o calor. O fenômeno cria uma intensa sensação térmica bastante desconfortável. Principalmente quando não há vento e os índices de umidade estão altos.


Cidades como Nova York, Paris, Madri, Londres, Tóquio são conhecidas pelos verões pra lá de quentes. No Brasil, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre sofrem muito com este fenomeno. Os mais afetados são os moradores de cidades longe do mar ou de algum tipo de água. Praias e lagos ajudam, mas rios como o Tietê, em São Paulo, Tamisa, em Londres, ou mesmo o Sena em Paris (nós vimos o que aconteceu nos Jogos Olímpicos na cidade), não ajudam a aliviar o calor.



Curiosamente, nos anos 70, Nova York encontrou uma forma criativa ? e única ? de contornar o dilema. A cidade introduziu a inovador o Swimmobile, ou ?piscina móvel?, projetada para levar diversão aquática aos bairros da cidade. Como os ambientes urbanos muitas vezes careciam de instalações recreativas acessíveis, o Swimmobile serviu como um oásis, proporcionando aos residentes, especialmente às crianças, uma fuga refrescante do calor do verão. Este conceito único contou com uma piscina montada em um caminhão, permitindo visitar diferentes comunidades e oferecer brincadeiras aquáticas tão necessárias. O Swimmobile simbolizou o esforço da cidade para atender às necessidades recreativas e promover a saúde e o lazer em meio às suas ruas movimentadas e espaços lotados.


Do jeito que a crise climática avança pelo mundo, que não seja surpresa para ninguém que as piscinas ambulantes voltem a circular pelas ruas de Nova York. E do mundo? Será que vira franquia? Um novo modelo de negócio para explorar a crise do clima? Se o mercado ?esquentar?, o que não vai faltar é clientela.