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O mundo hoje compartilha uma grande preocupação com o futuro do nosso planeta. A crise climática é o tema do século. Tudo gira em torno de uma catástrofe se todos não agirem imediatamente para mudar esse curso.


O carro-chefe das preocupações é o aumento das temperaturas de forma generalizada. Estamos dando largos passos em direção da ruptura do limite de 1,5ºC de aquecimento nos próximos anos, um limite além do qual cientistas acreditam que os seres humanos, e os ecossistemas, terão dificuldades para se adaptar.


Estamos falando aqui do impacto do aumento de temperatura em espaço aberto que acabada nos atingindo nos espaço fechados. Já vivemos hoje com o conforto do ar-condicionado que minimiza o desconforto climáticos no interiores de prédios, casas, fábricas e muito mais. Principalmente nos grandes centros urbanos. Mas fica a pergunta: como se fazia antes dos ambientes climatizados?


Os Estados Unidos, país que nos deu os ar-condicionados, é o exemplo perfeito. O país foi também o berço dos arranha-céus. Nas décadas de 30, 40 e cinquenta, Nova York viveu uma explosão de grandes prédios que foram erguidos em Manhattan. Arquitetos daquela era driblaram o calor com espaços generosos, com pé direito alto e amplas janelas. As mesas dos escritórios ficavam próximas às janelas para pegar a brisa do rio. Ventiladores ajudavam nos dias mais quentes. Os icônicos Empire State Building e a Chrysler Building surgiram exatamente nessa época. E sem ar-condicionado!


Mas em 1954, a coisa mudou. Um verão muito atípico provocou desconfortos térmicos jamais sentidos antes. Foi o início de uma nova realidade: o envio das pessoas para casa em dias de sensação térmica extrema. A crise era tão grave que empresas com escritórios na cidade perceberam uma queda na produtividade dos funcionários. Nesse período pré-computador, máquinas de escrever eram a tecnologia da época. Um estudo sobre desempenho das datilógrafas no verão revelou que havia uma queda de 24% nos resultados finais nos dias de muito calor.


O ar-condicionado central já existia, mas era usado em fábricas, teatros e bancos. Instalar aparelhos grandes em prédios antigos foi o que levou à criação das unidades individuais para cada sala. A solução foi mais barata do que fazer retrofit nas construções antigas. Foi justamente na década de 60 que surgiram os prédios mais modernos, com fachadas de vidro, menos concreto e nenhuma janela. A refrigeração central chegava para ficar.


A tecnologia trouxe uma solução, mas trouxe também uma consequência. O uso maciço de ar-condicionado em Nova York, e em grande parte dos Estados Unidos, contribui para a elevação da temperaturas no planeta. Estima-se que o uso do ar-condicionado é responsável por 4% das emissões de C02 no planeta. Isso sem falar nos países que precisam usar óleo e gás para aquecer ambientes fechados. É emissão que não acaba mais.


O planeta precisa com urgência de uma solução limpa e sustentável para nos resfriar e aquecer. Estamos chegando no limite mais rapidamente do que parece.