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Não é novidade para ninguém que os Estados Unidos estão entre os países mais poluentes do mundo. As fontes são as mais variadas. Uma das mais danosas é a origem de grande parte da energia elétrica consumida na país. Dados de 2022 revelam que 20% da eletricidade no país é produzida com carvão, um dos grandes vilões do aquecimento global com a queima de combustíveis fósseis.


O território americano está povoado de usinas elétricas, todas na mira do mundo, pressionadas para encontrar outra forma de sobreviver sem comprometer a sobrevivência da humanidade. O ar está pra lá de pesado para todas.


Um pingo de esperança vem do estado no noroeste do país, Minnesota, onde a transição energética é uma política de governo. E não é de um governo qualquer. Quem estava no comando do estado até pouco tempo era o candidato a vice presidente nas eleições presidenciais, Tim Walz. A orientação é oferecer incentivos para que o carvão seja parte do passado o mais rapidamente possível.


O chamado foi atendido pela usina Sherco na cidade de Becker. A empresa de energia Xcel Energy está conduzindo a transição para a energia solar. Painéis de captação solar estão sendo instalados no entorno da usina para, gradualmente, assumir o fornecimento total até 2040. O processo visa realizar a transição de forma equilibrada, levando em consideração os 240 funcionários da usina, e o fato de que 75% dos impostos que a cidade recebe vêm da Sherco.


A usina começou a operar nos anos 70 e jogou US$ 50 bilhões na economia americana. Por outro lado, a mesma usina gerou 10 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, o equivalente à poluição proveniente de 2 milhões de carros por ano.


A notícia é muito positiva, mas não se pode dizer ainda que é uma tendência sem volta. Ainda há muito chão pela frente. O que pode ajudar muito será uma eventual vitória da chapa Kamala Harris e Tim Walz para assumir a Casa Branca. Quem sabe o vice levanta a bandeira da transição energética como sua missão no cargo de vice presidente da nação mais poderosa, e uma das mais poluidoras, do mundo? Quem vai decidir isso são os eleitores americanos.