A gigante americana de exploração de petróleo, a ESSO (Exxon-Mobil), está na mira da justiça naquele país. A acusação é bem pesada. A procuradoria geral da Califórnia acusa a empresa de negligência. por décadas. sobre a real eficácia da reciclagem de plástico.
De acordo com o processo, o governo da Califórnia apresenta evidências de que a ESSO usou estratégia de marketing enganosa para iludir o público de que a reciclagem era uma solução viável, e sustentável, para o plástico descartado. E mais, a empresa é acusada de perpetuar essa falsa eficácia da reciclagem sem qualquer escrúpulo.
A defensoria pública da Califórnia tem uma lista de compensações financeiras pelos danos do plástico descartado, e indevidamente processado, para não poluir o meio ambiente. Além de também comprometer a saúde das pessoas. Partículas de plástico já foram encontradas no cérebro humano, um risco muito perigoso para a saúde dos seres humanos, um cenário que a procuradoria insiste que a ESSO sempre soube que poderia acontecer. A postura da empresa, de acordo com o texto, foi a de priorizar, e multiplicar, os lucros da empresa, às custas do bem estar das pessoas.
A defesa da ESSO aponta o dedo para os governantes do estado, alegando que a reciclagem não foi implementada de forma eficiente no estado pelo simples fato dos aterros sanitários serem mal administrados. Isso não dá, segundo a defesa, o direito ao estado de passar a responsabilidade para a empresa.
A ESSO extrai petróleo, gás e produz polímero, componente químico usado na fabricação de plástico. Essa foi a tecnicalidade legal usada pelo estado para enquadrar a ESSO. O processo foi construído com base em mais de dois anos de investigações.
As grandes empresas do petróleo já estão acostumadas com litígios envolvendo questões climáticas como poluição do ar, vazamento de óleo em oceanos. Mas essa é a primeira vez que reciclagem de plástico é interpretada como uma obrigação, e responsabilidade, de quem comercializa petróleo.
Resta saber qual será o próximo capítulo dessa nova novela.
A trama promote ser pra lá de complexa.