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????A pandemia do COVID 19 colocou praticamente toda a frota de aviões comerciais do mundo em solo. Viajar entre países só em situações de extrema necessidade. Ou transporte de carga. Centenas de aviões foram aposentados e muitos acreditaram que haveria uma quebradeira generalizada. Essa ?turbulência? ficou só na previsão. Os céus nunca estiveram tão cheios de aviões. Um verdadeiro formigueiro. Só que de formigas com asas.


A normalidade parece ter voltado no transporte aéreo. Voar nunca foi tão seguro. O que está mudando é o tempo. Não o de viagem. Mas o clima. O grande ?vilão? da aviação hoje é a turbulência. As redes sociais e os noticiários estão repletos de relatos, e também de vídeos de incidentes que vão dos leves (previsíveis) até os graves.


O mais recente foi um voo da empresa americana United que vinha de Cancún, no México, para Chicago. O episódio foi tão violento que o piloto teve que fazer um pouso de emergência na cidade de Memphis, no Tennessee. Um passageiro teve que ser hospitalizado e seis sofreram ferimentos leves.


O que preocupa é o fato que voar está mais seguro, ao mesmo tempo que as mudanças climáticas estão intensificando a ação de um ?inimigo? dos pilotos, a turbulência. É verdade que essas correntes de ar mais violentas raramente derrubam aviões, mas estão indiscutivelmente mais frequentes. E intensas.


Não há uma semana que não apareça um vídeo nas redes sociais com imagens de pânico dentro de um avião no momento que os pilotos enfrentam o conhecido ?rough air?.


Recentemente um voo da Air Europa de Madri, Espanha, para Montevideo, teve que fazer um pouso de emergência em Fortaleza para oferecer tratamento médico para 30 passageiros que ficaram feridos durante uma turbulência. Há casos com fatalidades como um voo da Singapore Airlines que fazia a rota Cingapura-Londres e teve que pousar em Bankok, Tailândia. Um passageiro morreu e e 71 ficaram feridos.


E a lista não para. Um voo da LATAM que voava de Sidney, Austrália, para Auckland, Nova Zelândia, passou por momentos de pânico que deixou 12 feridos. E não para por aí. Um voo da Qatar Airways de Doha para Dublin, Irlanda, também viveu momentos de terror que deixaram seis passageiros, e seis tripulantes, feridos.


O que significa isso? Viajar de avião está mais perigoso? Aviões vão começar a cair por conta dos ventos mas fortes?


Calma. Apertem os cintos, mas o piloto não sumiu. Pelo contrário. A tecnologia deu saltos extraordinários. Tanto na aviação como na meteorologia. Pilotos são muito bem treinados para atravessar turbulências. E os aviões são equipados com modernos recursos de navegação e leitura de situações climáticas. Voar nunca foi tão seguro. O que está mudando é o clima. E a tendência é que continue a mudar. Só resta à aviação comercial se adaptar. E isso está acontecendo. Mas nem sempre da forma que agrade o passageiro.


A Korean Airlines, aérea da Coreia do Sul, anunciou que vai tirar do cardápio de todos os voos um lanche tradicional que os clientes desfrutam há décadas, o popular ?noodle?, um equivalente do Miojo no Brasil. Quem advinha o motivo? Sim, a turbulência.


O aumento da intesidade dos episódios de ?bumpy air? levaram à administração da empresa a não mas servir o macarrão em água fervendo aos passageiros. Os incidentes de queimaduras aumentaram a tal ponto que insistir na tradição fatalmente acabaria em inumeros casos de insatisfação.


Bem-vindos aos novos tempos. Muitas novidades no ar. Fiquem ligados.