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Em tempos de crise climática global, sempre volta à tona a polêmica da destruição das florestas. Nos dias de hoje, países tropicais que ainda preservam capas verdes em seus territórios, estão na mira de críticos do Hemisfério Norte, que alertam para uma catástrofe climática se acabarmos com as florestas que ainda estão de pé. O Brasil, casa da maior extensão da floresta Amazônica, está sempre no olho do furacão.


A defesa dos países acusado não perdoam e reagem a altura. Acusam as grandes potências de já terem devastados suas florestas no passado. E agora, passam a colocar pressão nos países mais vulneráveis economicamente a protegerem as florestas a qualquer custo.


Os dois lados dessa moeda estão corretos. As florestas precisam ser preservadas. Mas é preciso voltar no tempo para entender os motivos que levaram os europeus a terem consumido suas florestas de forma tão intensa.


O primeiro motivo que explica o movimento foi a necessidade da madeira para aquecer as casas das pessoas e para cozinhar nos antigos fogões a lenha. Uma questão de sobrevivência mediante o inverrno intenso no centro e norte da Europa.


A capital inglesa, Londres, sempre foi um centro importante de negócios e comércio. As opotunidades atraíam milhares de pessoas a morar lá. Com isso, a queima de madeira começou nas lareiras e foi também para os fogões. O alto consumo exigiu maior volume de fonte energética que ganhou força com o carvão. Tudo isso aconteceu na época em que a literatura britânica nos brindou com o detetive Sherlock Holmes ? e seu assistente, Watson. E também quando os londrinos conviviam com o medo de um assassino em série, Jack, o estripador.


As descrições sobre os crimes investigados por Sherlock Holmes, e as reportagens sobre os macabros assassinatos sempre incluíam o famoso fog londrino, ou seja, a névoa que era marca registrada da cidade. O que poucos sabem, é que aquilo não era névoa e sim poluição mesmo. Os índices eram tão altos que a cidade registrava muitos casos de doenças respiratórias, alguns fatais. O auge foi em 1952 quando aconteceu o ?Grande Nevoeiro?, um fenômeno que matou cerca de 12.000 pessoas. A tragédia foi até retratada na série The Crown.


Voltando às florestas, o que justificou o corte de tantas árvores em países com temperaturas mais altas, como Portugal, Espanha, Itália e Grécia? A construção de navios, as caravelas, aquelas que partiram para cruzar o Atlântico e invadir as Américas. Lembrando que além de fincarem ancoras por aqui, levaram quase todo nosso Pau Brasil, árvore natural do nosso país, para Portugal.

A Europa hoje, apesar de ainda contribuir muito para as emissões de CO2 na atmosfera, tenta recuperar suas florestas, ou preservar as que ainda existem. A Finlândia, um dos maiores produtores de papel do mundo, planta mais árvores do que corta. Números oficiais revelam que há pelo menos 4.000 árvores por cada cidadão finlandês.


Árvores são importantes atores e agentes da nossa história.