Paris prometeu ser os Jogos Olímpicos mais sustentáveis de todos os tempos. Como nas edições anteriores, muito do que se prometeu ficou só no papel.
As competições de nado no Rio Sena, deveriam acontecer em águas próprias para o nado. Só que atletas foram parar no hospital. Os quartos dos atletas não têm ar-condicionado. Um não aguentou o calor e dormiu no lado de fora. Uma das promessas sustentáveis que não tinha a ver com os Jogos, mas que não saiu do papel, foi a reforma da Torre Montparnasse, o prédio mais alto da capital francesa, com 59 andares. E também o mais feio. Apelidado de ?monolito preto?, o edifício destoa completamente da harmonia arquitetônica da cidade. Construído em 1973, o arranha-céus passaria por uma ampla reforma para ser reinaugurado para as Olimpíadas.
As novidades seriam vidraças transparentes para refletir o calor do sol. Painéis solares para fornecer metade da energia consumida e otimização do uso de água das chuvas. E, de quebra, jardins em varandas na janelas e uma estufa verde no terraço. O ambicioso projeto, que prometia ser um ícone da revolução energética do século 21, não subiu o pódio. Nada de medalha. Vai ficar mesmo para 2028 quando acontecerá os Jogos de Los Angeles.